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Festival Brasileiro da Cerveja 2016

Em seu segundo ano no Parque Vila Germânia, com a presença de 720 rótulos, 123 cervejarias, quase 80 opções de pratos, 22 bandas e 41 mil pessoas, o Festival Brasileiro da Cerveja 2016 encerrou, neste último sábado, com um faturamento de cerca de R$ 3 milhões.

Além da premiação, o festival teve workshops, palestras e eventos paralelos, além da 1ª Feira da Cerveja, em que expositores tiveram oportunidade de negócio com pessoas do país inteiro e do exterior, reunindo em um só espaço fabricantes de máquinas, equipamentos, insumos e serviços voltados para a cadeia produtiva da cerveja.

O Festival que começou como um evento regional, teve seu formato repensado nos anos seguintes reunindo cervejarias de todos os cantos do país.

Como em anos anteriores, os cervejeiros caseiros não expuseram suas produções dentro do Festival, mas puderam contar com o  da Acerva Catarinense como local de encontro. No último dia, houve uma brassagem parte da programação do Encontro dos Cervejeiros Caseiros.

Fomos os 03 integrantes do Ceva no Bar, Krespo, Leandro e eu, pela primeira vez ao Festival. Com expectativas e bagagens diferentes, tivemos opiniões peculiares.  Por esse motivo, falaremos individualmente sobre alguns tópicos em relação ao evento.

Quanto à programação

Krespo:

eu2Infelizmente fomos apenas no sábado e perdemos uma boa parte da programação. Deu pra ouvir alguns shows legais mas confesso que estava mais preocupado em achar uma boa cerveja. Lembro que quando estava chegando vi na fan page do evento que teria uma degustação de cervejas em  frente a Vila Germânica, se não fosse o cansaço de 8 horas de viagem lá estaria na primeira fila.

Leandro:

10402439_757744580914552_2181692986911825856_n Devido aos compromissos profissionais de cada um, não conseguimos participar de todos os dias do evento e acabamos participando apenas do sábado, o que fez com que perdêssemos uma boa parte da programação, inclusive, a premiação das cervejas. Mesmo assim, o sábado ainda reservava shows, degustação de cervejas de algumas cervejarias que não conseguiram estar nos pavilhões do festival e uma brasagem coletiva. Infelizmente, bancar o motorista da rodada em uma viagem de 8 horas cobrou seu preço e não consegui estar acordado para aproveitar esta parte, fica o aprendizado para 2017.

Pricka:

prickaComo já dito anteriormente pelos rapazes, o fato de termos ido apenas no sábado nos tirou boa parte da programação. Gostaria de ter presenciado a brassagem aberta que ocorreu do lado externo do Parque Vila Germânica.  Assim como, também, não havia feito a inscrição para as palestras, como “Brew Pubs e outras cervejarias: integração e equilíbrio” ministrada por Idney José da Silva Júnior e “Princípios do mercado cervejeiro para home brewers” ministrada por Leonardo Sewald, da Cervejaria Seasons, por não saber que horas conseguiríamos chegar ao evento, também em função de precisar descansar um pouco após 8h de viagem.

Ainda assim, pude curtir os inúmeros shows que rolaram até o final da noite, enquanto visitava os stands das cervejarias.

Cervejarias/Cervejas

Krespo:

eu2Com uma variedade muito grande de cervejarias expondo suas cervejas e comigo ainda com medo de “gastar errado” fiquei confuso e acabei tomando algumas cervejas que já conhecia. Perdi esse medo provando algumas cervejas dos amigos e assim consegui provar alguns rótulos novos que apreciei bastante. Fiquei com a sensação que o Festival é para pessoas mais experientes que já entendam um pouco mais sobre os tipos e sabores das cervejas. A dica é ir com dinheiro e sem medo de provar e talvez se arrepender após o primeiro gole.

Leandro:

10402439_757744580914552_2181692986911825856_nA variedade de rótulos ofertados no festival era imensa e novamente identificamos aqui um pequeno problema sobre termos ido apenas ao último dia. Como não queríamos perder tempo, fomos direto para os estandes que tinham cervejas premiadas (você pode conferir a listagem aqui) aí veio a primeira obviedade: quase todas estavam esgotadas e ficamos a ver navios (mesmo assim consegui um “chorinho” da cerveja Red Meth, da cervejaria Maniba de Novo Hamburgo-RS, medalha de ouro na categoria Belgian-Style Flanders Oud Bruin or Oud Red Ale). Mas esse fator auxiliou a fazer algo que é possível apenas em festivais desse porte: buscar rótulos e cervejarias que ainda não conhecia, que fez com que eu descobrisse a SALAPA DE FRUTAS, da cervejaria Júpiter, de São Paulo-SP, que nada mais é que a American Pale Ale tradicional da cervejaria que passar por um filtro infusor recheado de frutas cítricas, um processo teoricamente simples, mas que deu um “algo a mais” especial para a cerveja.

Pricka:

prickaCom o guia do Festival Brasileiro da Cerveja e o copo em mãos, cheguei logo mapeando cervejarias que eu gostaria de experimentar novos rótulos.  Nada novo pra quem me conhece, fui direto na Bodebrown, cervejaria de Curitiba, e uma das grandes premiadas deste ano, mais uma vez. Pedi a Cacau IPA, com a intenção de dar uma preparada no paladar e logo poder pedir a Double Perigosa – Wood Aged Series, com 18% de álcool. No fim, circulei por tantos stands, batendo um papo com a galera das cervejarias, que consegui experimentar com apenas uns goles de amigos a Perigosa. Estive, por mais de uma vez, no pessoal da Cervejaria Heilige, de Santa Cruz do Sul, em busca de rótulos que dificilmente encontramos em Porto Alegre, como a sensacional Rauchbier deles. Outro destaque dentre as que degustei e não conhecia a cervejaria foi a White IPA da Cervejaria Swamp, de Curitiba. Enfim, foi uma ótima oportunidade para ir atrás de cervejarias que, por muitas vezes, não temos conhecimento aqui no sul.

Infraestrutura

Krespo:

eu2A Vila Germânica é um lugar a parte em Blumenau. Do lado de fora gostei muito das comidas servidas no restaurante em que fui, no entanto foram bem demorados para servirem os pratos. Já dentro do pavilhão onde estava rolando o festival achei genial a ideia de colocar um barril com água para lavarmos os copos.

Os banheiros estavam sempre lotados mas com uma boa procura entre um pavilhão e outro conseguia se encontrar algum menos movimentado, acredito que se tivessem aberto o terceiro pavilhão como estava programado talvez o público se dispersasse um pouco e esse movimento iria diminuir. A mesma coisa que citei sobre os banheiros pode ser aplicada aos caixas. Inclusive achei uma boa ideia ter que comprar os tickets das cervejas antes de consumi-las, é muito legal brincar de banco imobiliário estando levemente embriagado.

Leandro:

10402439_757744580914552_2181692986911825856_nAdmito que esperava um público maior no festival, ou ao menos uma sensação de “sufoco” bem maior. Poderia dizer que os pavilhões estavam lotados, não abarrotados. Sempre que vou a festivais desse porte, me preparo psicologicamente para enfrentar filas para comprar tickets, ir ao banheiro, comprar comida, comprar bebida, etc, mas admito que fui positivamente surpreendido por este quesito no festival. Ao contrário do Krespo, optei por comer dentro dos pavilhões do festival, uma boa escolha na questão do tempo de espera e até dos valores, já que eram bem semelhantes. As cervejarias deram show no atendimento, a galera não deixava ninguém esperando para pegar sua bebida e era difícil entrar filas nos estandes, salvo em momentos de maior fluxo de pessoas em cervejarias mais renomadas, como a Seasons e a Tupiniquim. Sobre os banheiros e caixas, chegou a ser curioso o fato de que, as únicas estruturas que realmente apresentaram uma grande fila eram as que estavam ao lado da entrada principal, ou seja, o pessoal entrava, via o caixa ou banheiro e já se jogava lá, sem procurar por outras opções (aqui vale aquela máxima do quanto mais longe o caixa/banheiro for da entrada, menos fila ele terá).

Pricka: 

prickaEmbora fosse o dia de mais movimento, com milhares de pessoas presentes pelos pavilhões, não achei que estivesse insuportável de transitar. Com exceção das cervejarias premiadas que esgotaram ou tinham filas enormes, achei bem tranquilo os demais serviços. Mesmo o banheiro feminino que a fila dava um medo de olhar, fluía rapidamente e não levei 10 minutos aguardando. O mesmo serve para a compra de tickets no caixa e também para a parte da alimentação, que lá por 22h decidi ir atrás de algo para comer antes de voltarmos ao hostel. Confesso que levei mais tempo para decidir o que pedir dentre as opções disponíveis do que no aguardo para comer. Uma pena não ter sido aberto mais outro pavilhão com o objetivo inicial de dispersar o público distribuindo melhor as atrações.

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Gostaríamos de fazer um agradecimento ao Felipe, do Casa Amarela – Espaço Cultural, Inteligência Compartilhada, Hostel Arte onde nos hospedamos e fomos muito bem recepcionados e tratados durante todo o tempo de estadia. Aos leitores e amigos que visitarem Blumenau, super indicamos o local.

Festival Brasileiro da Cerveja
Casa Amarela – Espaço Cultural, Inteligência Compartilhada, Hostel Arte

 

Sobre Priscilla Aguiar

Marketeira por profissão, cervejeira por paixão. Amante de IPAs e seus lúpulos.

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